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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Exercícios com telecinese ajudam a melhorar a concentração


O designer holandês Alejo Bernal desenvolveu um carrinho de controle remoto atuado pelo pensamento, usando sensores de atividade eletroencefálica (EECG): invés de segurar um manche com as mãos, o operador apenas veste um capuz e se concentra no carrinho em forma de sinapse cerebral e, sete longos segundos depois, é recompensado pelo movimento do "bólido". Sim, a ideia não é desenvolver carrinhos de controle remoto especiais para os portadores da síndrome do túnel do carpo, mas ajudar no tratamento do transtorno do déficit de atenção (TDA) pelo simples treinamento do cérebro, fornecendo um feedback visual da atividade cerebral, representada pelas luzes que o carrinho acende quando o usuário alcança um determinado nível de concentração. Quando a concentração fica acima da média (o que, aparentemente, significa mantê-la por intermináveis apenas sete segundos), o usuário é recompensado com o movimento do brinquedo.

Eu, particularmente, não tenho a menor dificuldade de manter a concentração em carrinhos de controle remoto; nunca precisei de Ritalina pra isso. O designer ainda não se manifestou sobre o desenvolvimento de outros produtos na linha dessa ferramenta, como — o que vem à minha cabeça agora — livros que passam as páginas para os leitores mais concentrados ou cadeiras de sala de aula que massageiam as costas dos alunos mais atentos. Talvez o risco de acharem que esses produtos simplesmente não funcionam seja significativamente maior nesses casos, quem sabe.

sábado, 17 de agosto de 2013

Notícias eletrizantes para seu cérebro!


Está com dificuldade de desenvolver seu TCC, dissertação ou tese no prazo? Não consegue entender bem a Teoria das Cordas? Seu Q.I. de 116 está lhe deixando para trás nos acampamentos do clube de xadrez? Não consegue convencer seus amigos da existência de universos paralelos de que podem ter vindo, por um buraco de minhoca, os gnomos que você viu na madrugada do último sábado, quando você saía daquele pub irlandês? Seus problemas acabaram!


Não, falando sério (?), a Equipe de Pesquisas da Mente (Mind Research Network, no inglês) de Albuquerque, no Novo México (EUA), publicou um estudo segundo o qual um Estímulo Elétrico Direto Transcraniano - EEDT resultou em melhor performance de soldados submetidos a um treinamento em simulador do que a do grupo de controle, que também recebeu EEDT, mas em menor amperagem. Isso seria devido à despolarização dos neurônios provocada pela passagem de uma leve corrente elétrica no córtex cerebral, algo em torno de 0,2 miliamperes... então pode tirar a língua da tomada: uma bateria de 9V é mais do que suficiente! Provavelmente lamber a bateria também não ajude, mas é verdade que o EEDT parece muito low-tech - bastam uns eletrôdos ligados no braço e na cabeça e mandar ver nos estudos. Sim, sim, precisa estudar enquanto leva o microchoque, deixa de ser preguiçoso. Então minha vó, quem diria, tinha algum fundamento quando dizia "esse menino tá elétrico hoje!".
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