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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Stonehenge construído por aranhas intriga cientistas no Peru

@ Taricaya Research Center, Peru

Não é apenas a sua esposa que se preocupa demais com a decoração do quarto do bebê que está para chegar: uma aranha na Amazônia peruana aparentemente também dedica horas de trabalho para a construção desses intrincados berçários feitos de teia para pôr neles apenas um ovo, o que é tão exótico quanto inexplicável para os entomologistas que cuidam do caso.
“Em muitos desses casos estranhos, após alguma observação e tempo dedicado, as peças acabam se encaixando de alguma forma.” afirmou Phil Torres, estudante de graduação na Universidade Rice “Estou surpreso com a dificuldade de resolver este.”

“Por que não pôr mais de um ovo?” é a dúvida do entomologista e biólogo conservacionista da Universidade da Florida, Lary Reeves.
 A busca por uma explicação para a construção dessas estruturas teve início quando, poucos meses antes, outro estudante da graduação, Troy Alexander, publicou fotos no Facebook e no Reddit na esperança de que fossem identificadas. Curiosamente, nenhuma das minhas publicações no Facebook deu início a uma expedição internacional na selva amazônica.

Na sequência, mais algumas fotos da expedição.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nova espécie de felino recebe classificação no Brasil

@ República Federativa do Brasil

Duas espécies de gato selvagem foram descobertas hoje. ...por mim... na internet. Mas não é essa a notícia. A notícia é que a tigrina, um gato selvagem que habita as regiões norte e sul do Brasil e que eu até então desconhecia (ao menos pelo nome), foi reclassificada em duas diferentes espécies depois que o mapeamento genético identificou que não há sinais de intercruzamento dos gatarios das duas regiões. Foi a tigrina do sul, de coloração mais escura e pintas (e população) maiores, que recebeu a nova classificação, passando a ser chamada de Leopardus guttulus.

O estudo, publicado nesta semana no Current Biology, sugere que as espécies evoluíram de forma diferente para se adaptar às condições diversas de clima e cobertura de vegetação das duas regiões, o que explicaria os tons mais claros do Leopardus tigrinus, ou seja, a tigrina do norte. Outra diferença é que a tigrina do norte segue cruzando com outros gatos, como o Leopardus colocolo, e a tigrina do sul não.
"Ainda se desconhece muita coisa sobre o mundo natural, mesmo em grupos supostamente bem caracterizados, como o dos gatos. De fato, há muitos aspectos básicos que nós ainda não sabemos sobre gatos selvagens, desde a sua distribuição geográfica precisa até sua dieta."
Então... não sou só eu! Nem esses cientistas sabem onde esses gatos conseguem ração! Quem dirá a caixa de areia. Na sequência, fotos de espécimes das duas espécies (viu o que eu fiz aqui?).

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