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quarta-feira, 5 de março de 2014

Garoto de 13 anos constrói reator nuclear


13 anos é agora a idade do mais jovem cientista a obter fusão nuclear. Jamie Edwards, com um orçamento de menos de R$8mil, apresentou um reator Farnsworth como projeto de ciências e desbancou o anterior moleque recordista, que construíra um já aos 14 anos — o que, convenhamos, já era suficientemente impressionante.

Nessa idade, eu desmontei minha primeira bicicleta... ou foi ela que me desmontou, tanto faz. O certo é que é a idade apropriada para destruir coisas, e não tanto para construir reatores nucleares. A não ser que... está pensando o que estou pensando? "Sim, mas onde vamos conseguir plutônio por R$8mil?" Não, não era bem isso... mas já que mencionou, estou vendendo minha caranga por R$8mil... não é plutônio, mas tenho quase certeza que é radioativa.  Segue a seta para mais duas fotos do projeto.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Stonehenge construído por aranhas intriga cientistas no Peru

@ Taricaya Research Center, Peru

Não é apenas a sua esposa que se preocupa demais com a decoração do quarto do bebê que está para chegar: uma aranha na Amazônia peruana aparentemente também dedica horas de trabalho para a construção desses intrincados berçários feitos de teia para pôr neles apenas um ovo, o que é tão exótico quanto inexplicável para os entomologistas que cuidam do caso.
“Em muitos desses casos estranhos, após alguma observação e tempo dedicado, as peças acabam se encaixando de alguma forma.” afirmou Phil Torres, estudante de graduação na Universidade Rice “Estou surpreso com a dificuldade de resolver este.”

“Por que não pôr mais de um ovo?” é a dúvida do entomologista e biólogo conservacionista da Universidade da Florida, Lary Reeves.
 A busca por uma explicação para a construção dessas estruturas teve início quando, poucos meses antes, outro estudante da graduação, Troy Alexander, publicou fotos no Facebook e no Reddit na esperança de que fossem identificadas. Curiosamente, nenhuma das minhas publicações no Facebook deu início a uma expedição internacional na selva amazônica.

Na sequência, mais algumas fotos da expedição.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Schumacher tenta acidentar novo Mercedes - e não consegue!


É triste o que aconteceu com Paul Walker no final do mês passado, sem deixar de ser algo irônico que o ator de Velozes e Furiosos e suas sequências tenha perdido a vida em um acidente automobilístico. Quem sabe, essa tragédia poderia ter sido evitada se o Porsche que o amigo dirigia fosse equipado com os sistemas de direção assistida do novo Mercedes Classe C, que Michael Schumacher tentou e não conseguiu colidir em outros veículos e até em um "pedestre".
A versão 2015 do veículo, dirigida pelo lendário ex-piloto de Fórmula Um, conta com assistente ativo de ponto cego, assistente ativo de manutenção de pista, assistente de frenagem plus, assistente de prevenção de colisão plus, piloto automático plus com assistente de direção, segurança de pré-frenagem, piloto de parada e partida... ele até faz aquela chatice de ficar arrancando e parando nos congestionamentos por você. Aliás, talvez essa venha a ser a característica mais útil do veículo, do jeito que o trânsito está ficando. Segue a flecha para o vídeo - mas já adianto, não passa de um comercial da Mercedes Benz...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Milão fica mais verde com bosque vertical

@ Milão, República Italiana
 

A área central de Milão, na Itália, vai ganhar um sopro de ar fresco até o final de 2013 vindo de uma área equivalente a 2½ acres, contando com 730 árvores, 5mil arbustos e 11mil plantas — tudo isso ocupando apenas o espaço das sacadas de duas torres de apartamentos residenciais.

O Bosco Verticale, obra do escritório Stefano Boeri Architetti, terá vasos com membranas impermeáveis para acomodar as plantas, barreiras para as raízes e grelhas de polipropileno para evitar vazamentos, bem como contará com uma estrutura reforçada nos terraços para suportar o peso não só das plantas como do solo em que serão cultivadas. A irrigação fica por conta da água cinza produzida pelas unidades residenciais, e, em retorno, as árvores abafam os sons das ruas e fornecem umidade e ar puro, sem falar nos efeitos sonoplásticos das folhas balançando à brisa do final da tarde. Falando nisso, o projeto se fia no clima pouco ventoso da segunda maior cidade da Itália (e a capital mundial da moda, para quem se liga nisso, como eu e minha camisa de flanela), então talvez não seja viável para cidades com ventos mais fortes. Fortaleza, nem pensar. O acréscimo ao custo normal da obra pela incorporação das árvores é de apenas 5%, o que não é muito, consideradas as vantagens anunciadas.

É tudo muito bonito, mas as árvores serão transplantadas de outro local para as sacadas, então, a não ser que esteja nos planos da construtora fazer o reflorestamento, estamos falando também no desmatamento de uma área equivalente a 2½ acres, e aí fica elas por elas. Outra coisa que me deixou pensando é que as árvores também envelhecem, e às vezes derrubam um galho podre... mas imagino que medidas de segurança pensando nisso devem ter sido tomadas, claro. Na sequência, foto de uma das primeiras árvores sendo içada.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Modelo computacional do cérebro humano está a caminho

@ Lausanne, Confederação Suíça
 
Foi dado início, em Lausanne, na Suíça, ao Projeto do Cérebro Humano, que pretende criar um modelo computacional operante do cérebro humano no intuito de entendê-lo melhor e às suas doenças, bem como aproveitar esse conhecimento para construir novas tecnologias de computação. A abordagem, por focar-se na engenharia em si das ligações neurais, é inovadora em relação aos estudos do sistema nervoso central centrados nas suas patologias — e não apenas pelo propósito de entender o cérebro como um sistema computacional, mas também pelos proveitos que se espera tirar disso, como se vê. O grande obstáculo desse projeto é que, paradoxalmente, ainda não há um sistema computacional (artificial) capaz de processar as informações relativas aos 85 bilhões de neurônios interconectados que compõem o cérebro humano, para o que seria necessária a tecnologia de supercomputadores de hexaescala, que somente estará disponível, espera-se, em 2020.
"O cérebro tem um número imenso de partes interativas: mesmo se nós tivéssemos todos os dados que precisaríamos, a simulação de interações relevantes ainda assim seria muito difícil, especialmente no nível molecular. De qualquer forma, se nós começarmos a trabalhar no software agora, e orientarmos os fabricantes para construir máquinas que atendam às nossas especificações, supercomputadores logo nos fornecerão poder de processamento suficiente ao menos para começar simulações de nível molecular", segundo o organizador, Prof. Henry Markram.
A verdade é que, se o nosso cérebro fosse simples o bastante para que o pudéssemos compreender sem a ajuda de sistemas computacionais de hexaescala, então nós, por conta disso, não seríamos inteligentes o bastante para compreendê-lo, o que dá no mesmo.

A busca de inspiração para a construção de supercomputadores no sistema computacional do cérebro humano faz pensar que o grande problema dos atuais 7 bilhões de superbiocomputadores que circulam por aí é o livre-arbítrio, combinado com o mínimo de egocentrismo inerente ao instinto de sobrevivência e autopreservação. Se ao menos tivéssemos acesso a um desses hardwares sem esses pequenos defeitos de firrmware, e pudéssemos utilizar a sua capacidade computacional para o que bem entendêssemos, então seríamos capazes de construir computadores ainda mais potentes... Para que finalidade?, isso, quem sabe, esses supercomputadores um dia nos dirão.

É mais ou menos como o supercomputador Pensador Profundo, construído por seres pandimensionais, no Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams, para encontrar a resposta à questão fundamental da vida, o Universo e tudo mais, e que, no entanto, não tinha capacidade de processamento para especificar a pergunta, senão apenas para projetar um supercomputador ainda mais poderoso para fazê-lo.

Para mais informações sobre o Projeto, assista o vídeo na próxima página (em inglês).

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