terça-feira, 26 de novembro de 2013

Xbox One censura usuários por linguagem imprópria no Skype


Quem se interessa um pouco por video games - e mesmo quem não se interessa e tem aversão à "apologia à violência" que esses jogos fazem (né, vô?) - está sabendo do já nem tão recente lançamento do GTA V, um jogo que, como muitos outros, permite ao gamer submergir no mundo do crime e roubar carros, atropelar prostitutas, assassinar chefes de polícia, plantar bombas em quartéis de bombeiros... Tudo isso disponível no conforto da sua casa e na sua plataforma favorita, seja o novo Playstation 4 da Sony que ainda está para chegar ou o igualmente novo e recém chegado Xbox One da Microsoft.

Não deve ser sem alguma surpresa, então, que o usuário do Xbox Live ficará sabendo que foi banido temporariamente por haver usado linguagem chula nas suas conversas pelo Skype no Xbox One. E isso não é curioso apenas pelo paradoxo da violência até muitas vezes exagerada dos jogos que rodam na plataforma em relação à política pudica da Microsoft para as chamadas pelo Skype. Esses banimentos, feitos sem parâmetro nos temos de uso do Xbox e comunicados sem muito respeito à gramática convencional, sugerem que a Microsoft dispõe da tecnologia necessária para monitorar e identificar o uso de linguagem imprópria (leia-se "palavrões") nas chamadas pelo Skype ao menos no Xbox One. É difícil dizer se essa tecnologia serve apenas para manter o nível nas conversas pelo Skype (spoiler: não), mas em todo caso, fica cada vez mais claro que liberdade não rima com privacidade.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

BMW coloca laser nos faróis do seu i8


Hoje em dia, as empresas muitas vezes justificam o preço mais salgado dos seus produtos pela sua capacidade de acessar as redes sociais, fazer check-ins ou tuitar, o que tende a se tornar cada vez mais comum com o desenvolvimento da internet das coisas. Na década de oitenta esse era o papel dos lasers — mas todo geek sabe que são inesgotáveis as aplicações e o apelo comercial dessa já nem tão nova tecnologia. Pensando nisso, a BMW pretende introduzir faróis com "raios laser" no seu i8 a ser lançado em 2014 na Europa. 

Os faróis funcionam com quatro diodos de laser azul e prometem entregar o facho de luz mais luminoso do mercado, tão luminoso que a mesma tecnologia pode vir a ser utilizada nos projetores de filmes nas salas de cinema em IMAX. ...mas... para a decepção de quem é fissurado nos filmes do 007, a intenção, ao menos no caso da BMW, é aumentar a segurança melhorando a visibilidade da rua para o motorista, e não pulverizar os automóveis à frente ou tampouco cegar seus motoristas. Portanto, a luz produzida pelos diodos não será focada a ponto de ser efetivamente classificada como raio laser: apenas produzirá um cone de luz branca no piso à frente do veículo, como qualquer farol, com a diferença de que é mais brilhante. Talvez, então, não seja isso o que mais vai impressionar os seus amigos na sua BMW. Na minha, tem um adesivo que diz que meu outro veículo é uma BMX. hehehe... brincadeira, não tenho dinheiro para comprar adesivos personalizados. Mas é isso que meu adesivo diria se eu tivesse uma BMX.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Exercícios com telecinese ajudam a melhorar a concentração


O designer holandês Alejo Bernal desenvolveu um carrinho de controle remoto atuado pelo pensamento, usando sensores de atividade eletroencefálica (EECG): invés de segurar um manche com as mãos, o operador apenas veste um capuz e se concentra no carrinho em forma de sinapse cerebral e, sete longos segundos depois, é recompensado pelo movimento do "bólido". Sim, a ideia não é desenvolver carrinhos de controle remoto especiais para os portadores da síndrome do túnel do carpo, mas ajudar no tratamento do transtorno do déficit de atenção (TDA) pelo simples treinamento do cérebro, fornecendo um feedback visual da atividade cerebral, representada pelas luzes que o carrinho acende quando o usuário alcança um determinado nível de concentração. Quando a concentração fica acima da média (o que, aparentemente, significa mantê-la por intermináveis apenas sete segundos), o usuário é recompensado com o movimento do brinquedo.

Eu, particularmente, não tenho a menor dificuldade de manter a concentração em carrinhos de controle remoto; nunca precisei de Ritalina pra isso. O designer ainda não se manifestou sobre o desenvolvimento de outros produtos na linha dessa ferramenta, como — o que vem à minha cabeça agora — livros que passam as páginas para os leitores mais concentrados ou cadeiras de sala de aula que massageiam as costas dos alunos mais atentos. Talvez o risco de acharem que esses produtos simplesmente não funcionam seja significativamente maior nesses casos, quem sabe.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Hotel cria piscina de bolinhas tamanho olímpico para alertar sobre o câncer de mama

@ Xangai, China

O Hotel Kerry em Xangai encheu sua piscina semiolímpica (ou quase: 25m x 13m) com um milhão de bolinhas verdes e rosas para alertar sobre os riscos do câncer de mama. Mandou bem! Eu nunca entrei numa piscina sem bóias nos braços de bolinhas, então não sei, dá pra nadar crawl? Ou só borboleta? Ei, quem for conferir pessoalmente, eu tenho uma listinha aqui de encomendas para o freeshop, nada muito grande ou pesado... exceto, talvez... no conjunto, mas... ah, para que servem os amigos?

Mais fotos a seguir.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Milão fica mais verde com bosque vertical

@ Milão, República Italiana
 

A área central de Milão, na Itália, vai ganhar um sopro de ar fresco até o final de 2013 vindo de uma área equivalente a 2½ acres, contando com 730 árvores, 5mil arbustos e 11mil plantas — tudo isso ocupando apenas o espaço das sacadas de duas torres de apartamentos residenciais.

O Bosco Verticale, obra do escritório Stefano Boeri Architetti, terá vasos com membranas impermeáveis para acomodar as plantas, barreiras para as raízes e grelhas de polipropileno para evitar vazamentos, bem como contará com uma estrutura reforçada nos terraços para suportar o peso não só das plantas como do solo em que serão cultivadas. A irrigação fica por conta da água cinza produzida pelas unidades residenciais, e, em retorno, as árvores abafam os sons das ruas e fornecem umidade e ar puro, sem falar nos efeitos sonoplásticos das folhas balançando à brisa do final da tarde. Falando nisso, o projeto se fia no clima pouco ventoso da segunda maior cidade da Itália (e a capital mundial da moda, para quem se liga nisso, como eu e minha camisa de flanela), então talvez não seja viável para cidades com ventos mais fortes. Fortaleza, nem pensar. O acréscimo ao custo normal da obra pela incorporação das árvores é de apenas 5%, o que não é muito, consideradas as vantagens anunciadas.

É tudo muito bonito, mas as árvores serão transplantadas de outro local para as sacadas, então, a não ser que esteja nos planos da construtora fazer o reflorestamento, estamos falando também no desmatamento de uma área equivalente a 2½ acres, e aí fica elas por elas. Outra coisa que me deixou pensando é que as árvores também envelhecem, e às vezes derrubam um galho podre... mas imagino que medidas de segurança pensando nisso devem ter sido tomadas, claro. Na sequência, foto de uma das primeiras árvores sendo içada.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Realidade aumentada permitirá "ver através" de veículos


No início deste mês, no Simpósio Internacional de Realidade Aumentada e Mista (?) na Austrália, equipe de pesquisadores da Universidade do Porto encabeçada por Michel Ferreira apresentou um sistema de intercomunicação veicular que permite ver a estrada "através" do veículo à frente utilizando realidade aumentada. Essa ferramenta, que integra o sistema de transporte inteligente cooperativo a que se dedicam as pesquisas (e a empresa Geolink) de Ferreira, supõe a instalação de uma câmera na altura do parabrisa dos veículos que integram o STIC, para transmitir imagens em tempo real da estrada à frente para os veículos de trás, as quais são visualizadas por meio de painel de realidade aumentada sobre o espaço que o veículo da frente ocupa na estrada, como se (parte dele) fosse transparente. É uma luz no fim do túnel para quem não suporta ficar trancado atrás daqueles ônibus e caminhões que se arrastam pelas estradas. Se não ajudar na ultrapassagem, ao menos dá a ilusão de que o caminho à frente está livre.
Pode estar distante ainda o dia em que os veículos contem com sistemas de intercomunicação para otimização do trânsito, mas isso ilustra a utilidade de um modelo de transporte cooperativo, sem falar que dá o melhor exemplo do que consiste a realidade aumentada até então (e do uso original da palavra "através").
Segue em frente para o vídeo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Modelo computacional do cérebro humano está a caminho

@ Lausanne, Confederação Suíça
 
Foi dado início, em Lausanne, na Suíça, ao Projeto do Cérebro Humano, que pretende criar um modelo computacional operante do cérebro humano no intuito de entendê-lo melhor e às suas doenças, bem como aproveitar esse conhecimento para construir novas tecnologias de computação. A abordagem, por focar-se na engenharia em si das ligações neurais, é inovadora em relação aos estudos do sistema nervoso central centrados nas suas patologias — e não apenas pelo propósito de entender o cérebro como um sistema computacional, mas também pelos proveitos que se espera tirar disso, como se vê. O grande obstáculo desse projeto é que, paradoxalmente, ainda não há um sistema computacional (artificial) capaz de processar as informações relativas aos 85 bilhões de neurônios interconectados que compõem o cérebro humano, para o que seria necessária a tecnologia de supercomputadores de hexaescala, que somente estará disponível, espera-se, em 2020.
"O cérebro tem um número imenso de partes interativas: mesmo se nós tivéssemos todos os dados que precisaríamos, a simulação de interações relevantes ainda assim seria muito difícil, especialmente no nível molecular. De qualquer forma, se nós começarmos a trabalhar no software agora, e orientarmos os fabricantes para construir máquinas que atendam às nossas especificações, supercomputadores logo nos fornecerão poder de processamento suficiente ao menos para começar simulações de nível molecular", segundo o organizador, Prof. Henry Markram.
A verdade é que, se o nosso cérebro fosse simples o bastante para que o pudéssemos compreender sem a ajuda de sistemas computacionais de hexaescala, então nós, por conta disso, não seríamos inteligentes o bastante para compreendê-lo, o que dá no mesmo.

A busca de inspiração para a construção de supercomputadores no sistema computacional do cérebro humano faz pensar que o grande problema dos atuais 7 bilhões de superbiocomputadores que circulam por aí é o livre-arbítrio, combinado com o mínimo de egocentrismo inerente ao instinto de sobrevivência e autopreservação. Se ao menos tivéssemos acesso a um desses hardwares sem esses pequenos defeitos de firrmware, e pudéssemos utilizar a sua capacidade computacional para o que bem entendêssemos, então seríamos capazes de construir computadores ainda mais potentes... Para que finalidade?, isso, quem sabe, esses supercomputadores um dia nos dirão.

É mais ou menos como o supercomputador Pensador Profundo, construído por seres pandimensionais, no Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams, para encontrar a resposta à questão fundamental da vida, o Universo e tudo mais, e que, no entanto, não tinha capacidade de processamento para especificar a pergunta, senão apenas para projetar um supercomputador ainda mais poderoso para fazê-lo.

Para mais informações sobre o Projeto, assista o vídeo na próxima página (em inglês).

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